sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O CARDEAL ELEITO:

O bom pastor dá a vida e tem o cheiro das suas ovelhas 


O bom pastor dá a vida e tem o cheiro das suas ovelhas / Arqrio
Quem é capaz de dar a vida pelo rebanho? A resposta a esse questionamento se encontra no Evangelho de São João, capítulo 10, versículos de 11 a 15: o bom pastor. Só o bom pastor dá a vida por suas ovelhas. “O mercenário (empregado), que não é pastor, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e sai correndo. Então o lobo ataca e espalha as ovelhas. O empregado foge porque trabalha só por dinheiro e não se importa com as ovelhas”.
O beato João Paulo II, na homilia da 34ª Jornada de Orações pelas Vocações, celebrada no dia 20 de março de 1997, afirmou que esse texto de João “constitui uma síntese sugestiva da teologia do sacerdócio de Cristo e do sacerdócio ministerial”.
O Bom Pastor, frisou João Paulo II, no exercício de seu ministério, “dá a vida guiando o povo cristão rumo à salvação”. Deve imitar a Cristo, tornando-se Sua testemunha corajosa, ministro incansável do Seu Evangelho.
Papa Francisco aponta outra característica marcante do bom pastor e necessária para a Igreja: “que tenha o cheiro das ovelhas”.
Ordenado bispo no dia 25 de março de 1997, Dom Orani é para o seu rebanho a imagem desse pastor, que esvazia-se de si mesmo e doa toda a sua vida no ministério que exerce.
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Convicto o amor de Deus por todos os homens, não se omite diante das ameaças à vida e à liberdade. Consciente das fragilidades humanas do nosso tempo e dos grandes sofrimentos que atingem os mais pobres, escuta a todos e a todos presta a sua solidariedade. Não há quem se aproxime dele sem encontrar uma palavra e um gesto de acolhimento, um olhar afetuoso, um abraço de conforto, ou uma orientação espiritual.

Entre tantas outras iniciativas, quem não se lembra da vigília de oração que presidiu na Capela do Edifício João Paulo II, sede do governo arquidiocesano, na véspera da operação policial que ocupou as comunidades do Complexo do Alemão? Na ocasião, convocou todas as paróquias da arquidiocese a fazerem o mesmo: um forte clamor pela paz e oração pelas famílias que residem naquela região.
Também realizou um incansável trabalho em prol das comunidades atingidas pelas chuvas na Região Serrana, com arrecadação de doações em espécie, mantimentos, roupas e envio de missionários para a Diocese de Nova Friburgo. E está sempre pronto a convocar uma campanha de solidariedade diante de qualquer necessidade.
O mesmo sentimento moveu a sua ação quando soube do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Parou todo o seu trabalho no gabinete episcopal, cancelou os seus compromissos e imediatamente se dirigiu ao local para acolher as famílias vítimas daquela tragédia.

E o que dizer da Trezena de São Sebastião? São 13 dias de intensa missão popular, visitando comunidades, instituições públicas, capelas e igrejas para difundir o amor e conclamar a todos o testemunho da sua fé, para a construção de uma cidade melhor. Nesses dias, acolhe e ouve as ovelhas mais simples, levando a todos sua bênção e uma palavra de esperança.

“A nossa atividade obriga-nos a estar perto dos homens e de seus problemas, tanto pessoais quanto familiares e sociais. Mas, estarmos perto como sacerdotes, mantendo a nossa identidade de homens de Deus, sempre fiéis à nossa vocação. É assim que as pessoas querem e precisam nos ver: como servos da Palavra de Deus e homens de oração a serviço da humanidade para a sua salvação”, afirmou o arcebispo do Rio em uma de suas mensagens.

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