quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ensino Religioso começará nas escolas municipais

Ensino Religioso começará nas escolas municipais
25/06/2012
Raquel Araujo A+ a- Imprimir Adicione aos Favoritos RSS Envie para um amigo

“O ensino religioso na escola constitui uma exigência da concepção antropológica aberta à dimensão transcendental do ser humano: é um aspecto do direito à educação.” As palavras do Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Dom Nelson Francelino, no artigo intitulado “O Ensino Religioso - Síntese panorâmica do Magistério católico”, reflete a realidade da educação religiosa nas escolas públicas do Rio de Janeiro.

A partir do segundo semestre deste ano, alunos do primeiro ao terceiro ano de 80 escolas da rede municipal irão receber esse modelo confessional de ensino. A princípio, serão docentes católicos, evangélicos, espíritas e de religiões afro-brasileiras. Para cursar as aulas de ensino religioso é necessário que os pais — no caso do aluno ser menor que 16 anos — autorizem e optem por qual credo o aluno deve seguir no momento da pré-matricula. A matricula é facultativa e para aqueles que não optarem por ela, haverá a opção do Ensino de Valores durante o período vago. De acordo com Dom Nelson, que também é Bispo Animador do Ensino Religioso nas Escolas, a nova disciplina é importante para ampliar os horizontes dos alunos.

— O ensino religioso, como uma área acadêmica situada na área do conhecimento, visa despertar a pessoa para a capacidade de compreender, de aceitar, de expressar o reto uso, a reta compreensão de uma religião. Então, o ensino religioso nas escolas públicas é de uma importância fundamental, porque a escola visa desenvolver a pessoa humana. Enquanto apostamos no ensino que visa só a parte tecnológica deixamos de fora várias outras dimensões essenciais para o ser humano. Assim, se a escola é o lugar para promover o desenvolvimento da pessoa, a religião é um elemento essencial na vida do ser humano, explicou.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Educação é consequência de uma lei, proposta pelo próprio Executivo, aprovada em outubro passado pela Câmara e sancionada pelo prefeito Eduardo Paes. O texto criou a categoria de professor de ensino religioso, abrindo a possibilidade de concurso para até 600 docentes. Houve a exigência de que esses profissionais fossem formados basicamente em História, Geografia, Filosofia/Sociologia e credenciados pelos representantes da religião que seguem, como uma confirmação de vivência do credo, para que pudessem lecionar.

Na rede estadual, o ensino religioso foi instituído em setembro de 2000. Somente neste ano letivo, 377 mil estudantes decidiram ter as aulas, de um total de cerca de um milhão.

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