Esta é uma questão um tanto quanto delicada e exigiria uma vasta reflexão sobre o assunto, que envolve alguns elementos como, por exemplo, filosofia, teologia e espiritualidade (fé). Porém, vou ser direto na resposta, embora ela exija um debate sobre o tema antes de respondê-la. Em primeiro lugar quero lembrá-la que a água, por si, já é um elemento sagrado, independentemente de ela ter sido ou não abençoada por um sacerdote. Além disso, a bênção que o sacerdote concede não é algo mágico, é um dado de fé. Se você crê que ela está abençoada ela estará abençoada. Se você não crer na bênção, ela não tem esse efeito. Tanto a bênção quanto a maldição exigem a cooperação da outra parte, isto é, da pessoa que a recebe. Se a pessoa que recebeu acredita, elas poderão agir na sua vida. Assim sendo, se você crê que a água está abençoada, ela estará abençoada e poderá abençoar a sua vida e tudo o que for por ela aspergido. Portanto, se uma garrafa com água benta foi completada com outra água que não foi abençoada pelo padre, toda a garrafa continua contendo água benta. Vale lembrar que bênçãos não se dão por osmose, mas através de um ritual que demanda a fé de quem a ministra e, principalmente de quem a recebe. Neste caso, a água benta, ao se misturar com a água que não passou pelo ritual de bênçãos, torna todo o conteúdo bento. Se assim não fosse, não teria sentido aspergir pessoas e objetos com água benta. À medida que a água benta entra em contato com a pessoa ou o objeto que foi aspergido, ele se torna abençoado. É o que se crê. Porém, como disse, é um dado de fé.
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