Inimigo doméstico
Artigo de Dom Aldo para o Jornal da Paraíba
Há muito tempo o povo brasileiro esperava por medidas efetivas no combate ao crime organizado. Missão nada fácil, pois implica no desmonte das estruturas que sustentam a criminalidade, incluindo a cumplicidade de policiais corruptos escudados pela impunidade. Após a libertação do povo do Complexo do Alemão e de outras localidades dominadas por traficantes, estão sendo implantadas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), visando garantir condições para a convivência em comunidade.
A libertação do Rio de Janeiro torna-se referência nacional para a superação da violência estrutural instalada na sociedade por bandidos e corruptos. Está sendo desmascarado e punido exemplarmente o “esquema” da bandidagem infiltrada nos órgãos públicos. Isso se deve à diligência dos dirigentes da Polícia Federal e do Ministério Público, integrados ao comando da Secretaria de Segurança Pública.
Deveriam ter chegado antes: vigilância, ação preventiva e repressiva. O que retardou a ação? Impunidade, leniência, discursos ideológicos. Isso foi usado como arma eficaz pelos detentores do crime (vide Tropa de Elite 2). O sábio ditado confirma-se pela experiência: “o inimigo do homem se encontra dentro da sua própria casa”. Uma oração prudente diz: “Ó Deus, livra-me dos meus amigos porque dos meus inimigos me livro eu”.
Como no Complexo do Alemão e noutros territórios, a organização paralela da sociedade, um “estado dentro do Estado”, era comandada pelos chefes protetorados do narcotráfico, julgando-se acima do bem e do mal. Moradores do Complexo contaram como eram as arbitrariedades impostas pelos policiais, sócios dos traficantes, dando-lhes cobertura em troca de extorsão. Nem o ex-subchefe da Polícia Civil escapou. Ele ocupava a função e subsecretário de Ordem Pública no município do Rio.
Como proceder à desarticulação do esquema? O produto das ações criminosas é repartido entre bandidos, policiais e advogados patrocinados. Explica-se assim o desvio e venda de armas, a parceria no comércio das drogas, o vazamento de informações, a cobertura protetora, a formação de milícias. Não é tão difícil entender isso. Solução? Atividades estratégicas, preventivas e repressivas, desmantelando as corporações criminosas.
Notem como o esquema de exploração deixa consequências: até os policiais que atuaram nas ações do Complexo foram trocados. Policiais trocam de guarda permanentemente para não se deixar corromper pelos bandidos. Registro o reconhecimento da população pela atuação dos heróis que enfrentam a criminalidade consagrando a história do Brasil como exemplo profilático para verdadeira transformação social, econômica e política. Bem diz o ditado: o inimigo interno é pior que o externo.
A libertação do Rio de Janeiro torna-se referência nacional para a superação da violência estrutural instalada na sociedade por bandidos e corruptos. Está sendo desmascarado e punido exemplarmente o “esquema” da bandidagem infiltrada nos órgãos públicos. Isso se deve à diligência dos dirigentes da Polícia Federal e do Ministério Público, integrados ao comando da Secretaria de Segurança Pública.
Deveriam ter chegado antes: vigilância, ação preventiva e repressiva. O que retardou a ação? Impunidade, leniência, discursos ideológicos. Isso foi usado como arma eficaz pelos detentores do crime (vide Tropa de Elite 2). O sábio ditado confirma-se pela experiência: “o inimigo do homem se encontra dentro da sua própria casa”. Uma oração prudente diz: “Ó Deus, livra-me dos meus amigos porque dos meus inimigos me livro eu”.
Como no Complexo do Alemão e noutros territórios, a organização paralela da sociedade, um “estado dentro do Estado”, era comandada pelos chefes protetorados do narcotráfico, julgando-se acima do bem e do mal. Moradores do Complexo contaram como eram as arbitrariedades impostas pelos policiais, sócios dos traficantes, dando-lhes cobertura em troca de extorsão. Nem o ex-subchefe da Polícia Civil escapou. Ele ocupava a função e subsecretário de Ordem Pública no município do Rio.
Como proceder à desarticulação do esquema? O produto das ações criminosas é repartido entre bandidos, policiais e advogados patrocinados. Explica-se assim o desvio e venda de armas, a parceria no comércio das drogas, o vazamento de informações, a cobertura protetora, a formação de milícias. Não é tão difícil entender isso. Solução? Atividades estratégicas, preventivas e repressivas, desmantelando as corporações criminosas.
Notem como o esquema de exploração deixa consequências: até os policiais que atuaram nas ações do Complexo foram trocados. Policiais trocam de guarda permanentemente para não se deixar corromper pelos bandidos. Registro o reconhecimento da população pela atuação dos heróis que enfrentam a criminalidade consagrando a história do Brasil como exemplo profilático para verdadeira transformação social, econômica e política. Bem diz o ditado: o inimigo interno é pior que o externo.
Dom Aldo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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