terça-feira, 3 de julho de 2012

A triste situação do arquivo de Chacrinha na TV

Chacrinha: apenas cerca de 20 edições do "Cassino" existem no arquivo da Globo
Às vezes é preciso que se passem anos para se perceber que determinadas decisões podem tornar-se erros históricos. É o que ocorre com a memória de José Abelardo Barbosa de Medeiros, ou melhor, Chacrinha, um dos maiores comunicadores que a TV brasileira já teve. Isso porque pouca gente sabe, mas o arquivo de programas do Velho Guerreiro é ínfimo.
Hoje, há apenas cerca de vinte edições do “Cassino do Chacrinha” nos arquivos da Globo. Este é um dos motivos pelos quais o Canal Viva exibe de maneira esporádica a atração. Para se ter noção, o último ser transmitido era o de número 306. Excetuando os últimos programas, há salvos no arquivo apenas a estréia, de 1982, três edições de 1984.
A situação não é diferente em outros canais. Na Band, por exemplo, sobraram duas fitas com picotes dos programas que o Velho Guerreiro gravou por lá. Os rodados nas extintas Tupi e TV Rio só podem ser encontrados na Cinemateca e lugares especializados, ainda assim em condições difíceis.
A justificativa para o sumiço da memória televisiva de Chacrinha é de ordem financeira: como o custo de compra e manutenção era alto nos anos 70 e 80, as emissoras reaproveitamento as fitas de quadruplex e u-matic gravando novos programas sobre os antigos.

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