terça-feira, 5 de junho de 2012

Bispos tratam da importância da festa de Corpus Christi

Bispos tratam da importância da festa de Corpus Christi


No dia 7 de junho a Igreja celebra a festa do Corpo de Deus, mais conhecida como “Corpus
Christi”. É uma celebração onde é realizada uma procissão pelas vias públicas, missa, e
adoração ao Santíssimo Sacramento, com o objetivo de estimular, entre os diocesanos, o
espírito de unidade e fraternidade, por meio do mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo
e do Sangue de Jesus Cristo. Em artigos publicados no site da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB), bispos opinam sobre o real significado da celebração na vida do povo
cristão.
O cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado, afirma que
Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de
nossa fé e da vida cristã”.
“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas
cidades, anunciando que ‘Ele está no meio de nós’ e habita conosco e orienta nossa história;
nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais,
nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos ‘testemunhas de
Deus’, discípulos missionários de Jesus Cristo”.
Em artigo intitulado por ‘Festa do Corpo de Deus’, o bispo de Santa Cruz do Sul (RS), dom
Canísio Klaus diz que Corpus Christi é uma “manifestação pública de fé, Corpus Christi é a
festa da comunhão e da ação de graças. Por meio dela, enquanto se elevam hinos de ação de
graças, se expressa também o desejo de viver uma íntima relação com Deus e uma fraterna
comunhão com os irmãos”.
Para o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta, a solenidade de corpus
Christi traz à tona a reflexão das responsabilidades cristãs, perante à vida e ao evangelho. “É a
grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em
nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores,
principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho
d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de continuar buscando-O
ainda mais. Esta solenidade coloca-nos no centro e sentido de todas as demais celebrações.”
Tradição
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico - canôn 944 – estipulou que fosse mantida a
obrigação de manifestar 'o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia'
e 'onde for possível haja procissão pelas vias públicas'. Cada diocese se mobiliza para realizar
a celebração, por isso cabe aos bispos escolherem de que forma a festa será promovida, para
garantir a participação dos diocesanos.
Na data existe a tradição de enfeitar as ruas com tapetes que cobrem o trajeto por onde
passará a procissão de Corpus Christi. Feitos com serragem colorida, flores, vidro moído, pó
de café e outros materiais, a confecção desses tapetes, de colorido vivo e desenhos de
inspiração religiosa, mobiliza grande número de fiéis. Essa procissão do povo de Deus, recorda
a busca à Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no
deserto, e hoje, é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

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